2026: O Que Realmente Define Resultado em Tráfego Pago no Automotivo
Por:
Alfredo Moreira
Co-founder
Em 2025, a C7 gerenciou mais deu R$ 13,7 milhões em tráfego pago para concessionárias e montadoras. Foram mais 1,04 bilhão de impressões, 39,9 milhões de cliques e 1,15 milhão de conversões. E uma coisa que percebemos diante desses números, foi que, independente do tamanho do investimento, o resultado está conectado a dois elementos: leads qualificados e controle da jornada digital de compra, melhor ainda da jornada de compra.
A conclusão é simples: investimento por si só não gera resultado, por que se o funil está alinhado, você alcança previsibilidade. Se está frouxo, você perde oportunidade.
Por isso, o grande diferencial dos nossos clientes que alcançaram sucesso é a integração entre marketing e vendas: interesse na entrada, pós-conversão sem atrito, SLA rápido no atendimento e CRM monitorando a jornada do lead até a compra. Sem isso, o investimento vira prejuízo — e a venda se perde no meio do funil.
A C7 Auto traz dados fresquinhos e insights que vão turbinar sua visão do mercado automotivo em abril!
O que muda quando você opera em escala
Em investimentos menores em tráfego pago, às vezes, dá para “salvar” no braço o resultado. Com valores maiores mídia começa a expor três anomalias no funil de vendas impossíveis de ignorar:
1) Você otimiza para converter volume de lead e paga o preço no meio do funil
Quando a meta é apenas “lead”, volume de contatos, a plataforma, muitas vezes, encontra o lead mais fácil. Parece eficiência no painel, mas vira gargalo na loja: contato cai, agendamento cai, visitas caem. E aí o problema é atribuído ao atendimento e vendas — quando muitas vezes começou na aquisição de um lead frio pela busca do volume.
2) Pós-clique vira o ralo silencioso
Landing lenta no mobile, formulário longo, rota genérica (“manda pra home”), WhatsApp com jornada mal configurada. Nada disso grita de cara no seu relatório do CRM. Só aparece quando você olha a taxa de conversão e tenta entender o que deu errado.
3) Atendimento vira parte do marketing (querendo ou não)
No varejo, a intenção tem prazo. Se a primeira resposta demora e a cadência não existe, você não “perde lead”. Você perde a venda. E o pior: perde dinheiro.
“Mas como eu resolvo isso?”. Aqui vão alguns pontos para te ajudar.
Quatro camadas que decidem resultado
Pré-clique: compre intenção, não curiosidade. ICP claro, separação por marca/modelo/condição e remarketing com função clara de engajamento.
Pós-clique: reduz atrito. O ponto de conversão deve ser bem pensando para focar na para a conversão com filtros para trazer apenas o lead com interesse.
LEMBRE-SE: Lead não é venda, é interesse. A venda é uma mudança do interesse para a compra efetiva e depende de uma jornada bem estruturada.
Atendimento: Não demore. Se você ainda não falou com o lead, o concorrente já está falando. 5 minutos após a conversão é muito bom. Mas não esqueça de uma cadência de acompanhamento do lead. Ele pode se perder no caminho.
Qualidade: Atualize seu CRM com o máximo de informação. Ele será o melhor panto para monitorar o resultado.
Mas fique ligado, o tráfego pago entrega o que você pede.Se o sucesso é apenas conversão, você compra volume de lead. Se você começa a olhar “o que avança” (contato, agenda, venda), muda a conversa — e muda a campanha. Por que o foco está na rentabilidade.
Um exemplo prático: quando o funil está mais estreito e bem configurado, o resultado do tráfego pago aparece nas vendas
Uma marca de luxo que é atendida pela C7 Auto e possui um processo comercial muito bem estruturado e opera com um ticket médio de R$ 909 mil, teve o seguinte resultado em seu funil:
- 950 qualificados (contato válido + intenção mínima)
- 200 agendamentos (5,1% dos leads)
- 145 agendamentos realizados (72,5% dos agendamentos)
- 77 vendas (53,1% dos realizados)
E o dado final é o que importa: 77 de 206 vendas passaram pelo tráfego pago (37,38%).
O investimento do período analisado foi de R$ 10.800/mês (R$ 129.600/ano). Com 77 vendas e ticket médio de R$ 909 mil, isso representa mais de 70 milhões em receita bruta atribuída e um ROAS anual de ~540,07x (receita ÷ mídia).
A virada aconteceu no segundo semestre de 2025: com os dados de qualificação e avanço no funil orientando o ajuste de oferta e volume com foco em qualificação. Nessa hora as campanhas passaram a gerar mais intenção e menos curiosidade.
ROAS é receita sobre mídia — não lucro. Para decidir escala com segurança, a conta que importa é margem bruta gerada por real investido (margem bruta ÷ mídia).
O que eu faria em 2026
Se você quer previsibilidade, pare de discutir só o começo do funil. O funil que manda é:
campanha → lead → contato → agendamento → show → venda
Três rotinas resolvem mais do que “trocar criativo toda semana”:
- Definir lead válido (e medir inválido/duplicado)
- Acompanhar taxa de contato e agendamento por campanha (toda semana)
- SLA de primeira resposta + cadência como padrão (e não como “boa prática”)
Fechando
Em 2026, o leilão vai continuar. A diferença é que vai ficar mais caro errar. Quem tratar performance como sistema compra eficiência. Quem tratar como campanha compra volume — e descobre tarde onde a venda morreu.
Esse é o foco da C7: operar performance como sistema, conectando dados e rotina do funil inteiro para sustentar escala com eficiência.
Quando a mídia escala, a verdade aparece.
