Grupo Urca é premiada no Retail Marketing 25/26 da Land Rover:entenda a construção deste resultado.
Por:
Alfredo Moreira
Co-founder
Premiação que destaca a concessionária com melhor desempenho em marketing e vendas digitais dentro da rede, reconhece o Grupo Urca e evidencia como a parceria com a C7 Auto contribuiu para estruturar uma operação digital consistente no mercado automotivo de luxo.
Mais do que um reconhecimento institucional, o prêmio evidencia uma questão central do varejo de luxo: performance digital não se resume somente à geração de leads. O que realmente importa é a capacidade de transformar presença digital em interesse real, com consistência de marca, experiência coerente e resultado comercial.
No mercado automotivo de luxo — com o ticket médio próximo de um milhão — o desafio não é simplesmente gerar demanda. O desafio é encontrar, dentro de um público exclusivo, quem realmente está em momento de compra e conduzir essa jornada com alto padrão, compatível com a marca.
A C7 Auto traz dados fresquinhos e insights que vão turbinar sua visão do mercado automotivo em abril!
Contexto de mercado
O mercado automotivo premium opera sob uma lógica diferente da maioria das operações de performance digital.
Enquanto mercados de massa buscam escala, o luxo exige precisão.
O universo de potenciais compradores é naturalmente menor, cerca de 1% da população brasileira, e a jornada de compra costuma ser mais longa e o momento da decisão tem peso significativo no resultado final.
Nesse contexto, o erro mais caro não é perder um lead.
O erro mais caro é investir orçamento, tempo comercial e esforço operacional em pessoas que não têm interesse real ou não estão próximas de uma decisão de compra.
Por isso, eficiência digital no luxo não é medida apenas pelo volume de entrada no funil, mas pela qualidade da demanda real e pela consistência das passagens críticas da jornada.
O desafio do Grupo Urca
O desafio da operação era estruturar uma estratégia capaz de:
- Gerar demanda qualificada em um mercado de baixa escala
- Aumentar a proporção de leads com intenção real de compra
- Transformar essa intenção em visita à loja
- Manter coerência entre expectativa digital e experiência presencial
Em outras palavras, o objetivo não era apenas gerar leads. Era construir um funil comercial saudável, em que marketing, atendimento e experiência de marca operassem de forma integrada e eficiente.
A contribuição da C7 Auto
A C7 Auto tem orgulho de ser parceira do Grupo Urca, há 8 anos, e ter participado e contribuído com a evolução digital do Grupo Urca.
Desde então, a empresa atua ao lado do grupo no desenvolvimento da frente de marketing digital, contribuindo para estruturar um processo consistente de geração de demanda dentro de um mercado naturalmente restrito.
Dentro desse contexto de atuação cirúrgica, a contribuição da C7 Auto concentrou-se em fortalecer a qualidade da demanda que chega à operação comercial, ampliando a proporção de leads com potencial concreto de evoluir dentro da jornada de compra. Graças a uma rotina consistente com o time de vendas digital, de análise de dados e resultados.
Dessa forma a combinação entre uma operação comercial estruturada e o suporte especializado da C7 Auto no ambiente digital ajudou a construir um fluxo de demanda mais qualificado e mais aderente às particularidades do mercado premium.
A partir da geração do lead, a condução do relacionamento passa a ser responsabilidade da operação de vendas digital do Grupo Urca, que transforma interesse em visita à concessionária e o time de vendas que concretiza a visita em venda.
Esse alinhamento entre geração de demanda e execução comercial foi um dos fatores que sustentaram a eficiência observada nas etapas mais sensíveis do funil e especialmente nos resultados.
Mais do que uma atuação isolada de marketing digital, o caso evidencia a importância de uma engrenagem mais ampla, em que as áreas da operação trabalham de forma coordenada para sustentar uma jornada coerente para o cliente e eficiente nos resultados de vendas.
Esse tipo de integração é fundamental quando com um público restrito e as oportunidades de negócio dependem não apenas de alcance, mas principalmente da capacidade de identificar e atender clientes no momento certo da jornada.
A jornada de compra: onde a eficiência realmente acontece
A jornada de compra: onde a eficiência realmente acontece
Quatro camadas que decidem resultado
Pré-clique: compre intenção, não curiosidade. ICP claro, separação por marca/modelo/condição e remarketing com função clara de engajamento.
Pós-clique: reduz atrito. O ponto de conversão deve ser bem pensando para focar na para a conversão com filtros para trazer apenas o lead com interesse.
LEMBRE-SE: Lead não é venda, é interesse. A venda é uma mudança do interesse para a compra efetiva e depende de uma jornada bem estruturada.
Atendimento: Não demore. Se você ainda não falou com o lead, o concorrente já está falando. 5 minutos após a conversão é muito bom. Mas não esqueça de uma cadência de acompanhamento do lead. Ele pode se perder no caminho.
Qualidade: Atualize seu CRM com o máximo de informação. Ele será o melhor panto para monitorar o resultado.
Mas fique ligado, o tráfego pago entrega o que você pede.Se o sucesso é apenas conversão, você compra volume de lead. Se você começa a olhar “o que avança” (contato, agenda, venda), muda a conversa — e muda a campanha. Por que o foco está na rentabilidade.
Um exemplo prático: quando o funil está mais estreito e bem configurado, o resultado do tráfego pago aparece nas vendas
Uma marca de luxo que é atendida pela C7 Auto e possui um processo comercial muito bem estruturado e opera com um ticket médio de R$ 909 mil, teve o seguinte resultado em seu funil:
- 950 qualificados (contato válido + intenção mínima)
- 200 agendamentos (5,1% dos leads)
- 145 agendamentos realizados (72,5% dos agendamentos)
- 77 vendas (53,1% dos realizados)
E o dado final é o que importa: 77 de 206 vendas passaram pelo tráfego pago (37,38%).
O investimento do período analisado foi de R$ 10.800/mês (R$ 129.600/ano). Com 77 vendas e ticket médio de R$ 909 mil, isso representa mais de 70 milhões em receita bruta atribuída e um ROAS anual de ~540,07x (receita ÷ mídia).
A virada aconteceu no segundo semestre de 2025: com os dados de qualificação e avanço no funil orientando o ajuste de oferta e volume com foco em qualificação. Nessa hora as campanhas passaram a gerar mais intenção e menos curiosidade.
ROAS é receita sobre mídia — não lucro. Para decidir escala com segurança, a conta que importa é margem bruta gerada por real investido (margem bruta ÷ mídia).
O que eu faria em 2026
Se você quer previsibilidade, pare de discutir só o começo do funil. O funil que manda é:
campanha → lead → contato → agendamento → show → venda
Três rotinas resolvem mais do que “trocar criativo toda semana”:
- Definir lead válido (e medir inválido/duplicado)
- Acompanhar taxa de contato e agendamento por campanha (toda semana)
- SLA de primeira resposta + cadência como padrão (e não como “boa prática”)
Fechando
Em 2026, o leilão vai continuar. A diferença é que vai ficar mais caro errar. Quem tratar performance como sistema compra eficiência. Quem tratar como campanha compra volume — e descobre tarde onde a venda morreu.
Esse é o foco da C7: operar performance como sistema, conectando dados e rotina do funil inteiro para sustentar escala com eficiência.
Quando a mídia escala, a verdade aparece.
